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quinta-feira, 18 de março de 2010

Sete Conselhos para Construir um Matrimônio Feliz

 

Eduardo da Costa, LC¹
edacosta@legionaries.org

O matrimônio passa hoje por uma fase turbulenta tanto na Igreja como em ambientes não católicos. São inúmeras as legislações de países que favorecem ou facilitam o divórcio e promovem uma concepção diversa da verdadeira natureza do casamento. Exemplo disso é o "Programa Nacional de 'Direitos Humanos'", dentro de nossa realidade brasileira. Isso nos traz uma grade preocupação por salvaguardar esta instituição que é "a célula fundamental de toda sociedade" (Cf. JPII Familiaris Consortio, 1 e 42).

Outra causa desta crise matrimonial é a rápida transformação cultural em que vivemos e, consequentemente, a mudança na forma de pensar e atuar da sociedade. A maneira segundo a qual algumas pessoas vivem o matrimônio vem se provando insuficiente em dar respostas aos problemas da cultura que nos rodeia; prova disso são os divórcios e a instabilidade pela qual atravessam muitas famílias (Cf. Familiaris Consortio, 6).

Os novos meios de comunicação, a emancipação da mulher, entre outros fatores, mudaram radicalmente os nossos costumes e exigem uma alteração na forma de viver o matrimônio e de educar os filhos. Esta nova realidade requer uma preparação adequada para poder afrontar os desafios atuais do casamento.
O matrimônio, tal como Deus o criou, se bem vivido, é fonte de felicidade e realização pessoal, daí a necessidade de recordar seus verdadeiros fundamentos a fim de poder construir uma união feliz.

Da minha experiência pessoal no trato com casais exitosos no amor e na educação dos filhos, compartilho sete princípios para se começar bem qualquer matrimônio e realizar-se nesta vocação “até que Deus os separe”. Como dizia Santo Tomás de Aquino: “Começar bem para terminar bem”.

O primeiro conselho essencial para que todo matrimônio triunfe no amor é o dialogo entre os dois. Parece óbvio, mas não é. Geralmente no período de namoro e noivado isso não é um problema. Porem, à medida que passa o tempo, as distâncias começam a acentuar-se até chegar ao ponto de viverem como estranhos que compartilham o mesmo teto. Cultivar o diálogo significa apagar a TV, interessar-se pelos outro, tomar decisões conjuntas, expressar os próprios sentimentos e inquietudes com confiança e cordialidade.

O segundo é saber ceder às preferências e gostos do outro. Se ela, por exemplo, prefere ir à missa domingo pela manhã e você pela noite, saber oferecer este pequeno sacrifício e acompanhá-la. O bem da família deve estar sempre acima dos próprios interesses e gostos pessoais. Como não louvar a todas essas esposas que sacrificam uma vida profissional e um melhor bem-estar econômico em prol da família, da criação e educação dos filhos.

Em terceiro lugar, nunca deve faltar em um matrimônio os detalhes de carinho. Se os conselhos anteriores eram importantes, este é imprescindível. Os detalhes de amor dão forças para superar as dificuldades do matrimônio. Não são as grandes coisas que deixam uma marca indelével no coração de um esposo ou uma esposa, mas pequenos detalhes como presentear com uma flor a esposa de vez em quando ou senão todos os dias, ou uma surpresa no dia do aniversário etc. Ser um homem de detalhes pode parecer a alguns como uma falta de virilidade, no entanto é totalmente inverso; é uma demonstração de amor, de cavalheirismo e nobreza.

O quarto conselho é o respeito mútuo. Nunca levantar a voz, evitar os insultos e as ironias que possam ferir a sensibilidade do conjugue. A falta de respeito mútuo no matrimônio é o inicio da ruína.

O quinto é a abertura à vida. Este é um tema delicado e que exige muito dos dois. Todo matrimônio tem o dever e a obrigação de planejar responsavelmente quantos filhos querem ter ao longo da vida. Porém, isto não significa que não deva haver sempre uma atitude de abertura para receber um novo filho ainda que não planejado. Existem métodos naturais de planejamento familiar, como é o método “Billings” (Cf. http://www.woomb.org/index_pt.html). Este método, ainda que exija renúncia, pois em certos dias não se poderá ter relações, demonstra verdadeiro amor pelo(a) companheiro(a). Não obstante muitas pessoas não aceitem e prefiram mecanismos que agridem a Lei Natural como a contracepção artificial, como os preservativos, detrás de seu uso se esconde uma atitude egoísta de querer obter prazer da outra pessoa sem responsabilidade; um amor a si mesmo e não a outra pessoa. Estas atitudes, depois de alguns anos, fazem com que o amor inicial pela esposa se esfrie e se apague.

O sexto conselho é justamente não deixar que o amor pelo(a) esposo(a) se apague ou se esfrie. A vivência dos cinco pontos anteriores ajudam a manter o amor sempre fresco. Assim como a lua-de-mel termina, também o amor apaixonado termina, por isso é importante cultivar um verdadeiro amor pela esposa, e amor verdadeiro no matrimônio significa entrega e doação à outra pessoa, e não puro sentimento, pois os sentimentos passam e desaparecem com o tempo; assim como chegam se vão.

A presença de Deus na família. Um matrimônio que reza é um matrimônio que persevera, Deus é o que dá as forças de que se necessita para superar as tribulações desta vida e ser feliz. Ele é a plenitude da nossa realização pessoal.

Onde vivemos, nós como católicos, temos obrigação de ser “sal do mundo” (Cf. Mt 5, 13). Temos o dever de tomar a liderança e aportar a nossa sociedade uma nova forma de viver o matrimônio, baseada no respeito à pessoa e em um verdadeiro amor, fruto da caridade que é dom de Deus.


1 - É Mestre em Filosofia do Conhecimento pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma e é formado em Associate of Arts em Humanidades pela faculdade dos Legionarios de Cristo em Connecticut, EUA. Atualmente estuda teologia em NY, EUA.

Fonte: Pastoralis

Um comentário:

  1. Que Deus te abencoe! Obrigada pelos bons conselhos, vou compartilhar esta leitura com o meu marido. Grande abraco. Renata Curitiba PR

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