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quarta-feira, 17 de março de 2010

O Método Billings visto pelos Homens

 

Por Gerson Abarca

Somos educados na história a ter na atividade sexual um descarrego de prazer genital. Mais dos que as mulheres, ainda somos bem mais genitalizados. Tendemos a ver na mulher nosso objeto de cama, mesa e banho. Assim como é incorporada também  na realidade das publicidades.

Enquanto as mulheres tendem a busca de carinhos e carícias, e as vezes pouco se preocupam com o ato genital em si, os homens querem logo a satisfação genital.

Um dos maiores obstáculos para o homem aceitar que sua esposa utilize o MOB, é sua imaginação que ficará longos períodos sem atividade sexual por causa do período fértil da mulher, que escolhe abster-se da atividade sexual nestes dias, se não quer engravidar. Com isto, o homem genitalizado, que possui foco apenas para a sua sexualidade penetrativa, como se a mulher fosse um “vaso depositário de sêmem”, fica irritado em saber que deverá esperar pelo período seco, de não fertilidade da mulher.

Com o MOB, vamos entendendo que a fertilidade não está diretamente associada com desejo sexual, e que a mulher pode desejar ter a atividade sexual em qualquer dia do seu cíclo menstrual. A diferença é que ela quem dá a cartada, de quando pode ou não pode ter o ato genital em si. Sai da postura de passividade em relação ao homem e toma postura a partir do que conhece de si mesma. Ela, mulher, também quebra com um paradigma, assume o papel de protagonista da busca sexual na relação conjugal.

Ao homem cabe respeitar a mulher, atitude pouco valorizada na cultura. Começa a conhecer as diferentes manifestações do cíclo mentrual de sua parceira. Aprende a não só procurar sua esposa para “transar”, mas para ter momentos de afeto pelos carinhos e carícias.

Ao longo da vida conjugal, o casal terá maior busca pelo desejo sexual e com certeza um ganho enorme na qualidade da expressão da sexualidade.

Por tudo isto que posso confirmar que o MOB reeduca o homem para uma sexualidade poetica, suave e ao mesmo tempo potencialmente orgástica.

Fonte: Pensando Bem

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