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sábado, 8 de agosto de 2009

O Sacramento do Matrimônio

Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela - Tradução: Dom Antônio Carlos Rossi Keller - Bispo de Frederico Westphalen .  Fonte: Apostolado Sociedade Católica.

INTRODUÇÃO


Falava uns dias atrás com um amigo, um pouco mais velho do que eu. Na conversa, apareceram coisas de quando éramos pequenos. Um pouco emocionado me disse: Ainda recordo quando, sendo criança, minha mãe dava-me um beijo antes de dormir, depois de ajudar-me a rezar as orações da noite. Eu vivia contente e feliz por sentir-me amado por minha mãe. Meu pai também tinha detalhes que me agradavam muito. No inverno, junto ao fogo, sentava-me em seu colo. Então, contava-me muitas coisas de suas viagens, de quando era jovem e o quanto teve que trabalhar para levar adiante sua vida. Recordo aqueles momentos com muitas saudades. Ficava esperando meu pai voltar do trabalho, com a expectativa de que me contasse muitas histórias.

E como estão seus pais, agora? - lhe perguntei. Estão muito velhos, me disse; minha mãe está bem doente, já não se levanta mais da cama. Os dois vivem comigo. Meu pai, quando estou no trabalho, cuida dela com todo o amor e carinho. O amor destes pais para com seu filho, e os detalhes de amor que tinham entre si estes esposos, nos fazem pensar na grandeza do sacramento do Matrimônio. Sabemos agradecer o que nossos pais fazem ou já fizeram por nós? Ajudamos-lhes em suas necessidades? Procuramos tornar-lhes a vida mais agradável? Lembramos de rezar por eles todos os dias?


IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. Instituição do matrimônio no paraíso terrestre

O livro do Gênesis ensina que Deus o ser humano, homem e mulher, com o encargo de procriar e multiplicar-se: Homem e mulher os criou, e Deus os abençoou dizendo-lhes: Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra (Gênesis 1,27-28). Assim, Deus instituiu o matrimônio, e o instituiu, tendo como fim principal para que tivessem filhos e educassem-nos; e como fim secundário, para que os esposos se ajudem entre si: - porque não é bom que o homem esteja só, vou fazer-lhe uma ajuda semelhante a ele? (Gênesis 2,18).
Como conseqüência, o matrimônio é algo sagrado por sua mesma natureza, e os esposos são colaboradores de Deus participando do poder divino de dar a vida, ao preparar o corpo dos novos seres nos quais Deus infunde a alma criada a sua imagem e semelhança, destinados a dar-lhe glória e a gozar com Ele no céu.

2. O matrimônio, sacramento cristão

Jesus Cristo elevou à dignidade de sacramento o matrimonio instituído no início da humanidade. O matrimônio entre cristãos é a imagem da união de Jesus Cristo com sua Igreja. A tradição cristã viu na presença de Jesus nas bodas de Caná uma confirmação do valor divino do matrimônio. Portanto, entre cristãos, só existe um verdadeiro matrimônio: o que Jesus Cristo santificou e elevou à dignidade de sacramento. Por isto, nenhum católico pode contrair tão somente o chamado matrimônio civil. Tal união não seria válida, já que não tem maior valor do que o de uma simples cerimônia legal perante a lei civil. Entre católicos só é válido o matrimônio-sacramento contraído perante a Igreja.

3. As propriedades do matrimônio

O matrimônio, tanto na condição de instituição natural como na de sacramento cristão, está revestido de duas propriedades essenciais: a unidade e a indissolubilidade.

Unidade quer dizer que o matrimônio é a união de um só homem com uma única mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne? (Gênesis 2,24).
Indissolubilidade quer dizer que o vínculo conjugal não pode desatar-se nunca: O que Deus uniu o homem não o separe, diz o Evangelho (Mateus 19,6; 5,32; Lucas 16,18). O divórcio, pois, está proibido. Deus assim o quis por várias razões: pelo bem dos filhos; pelo bem, a felicidade e a segurança dos esposos, que desaparece quando o divórcio é introduzido nas sociedades; pelo bem de toda a sociedade humana, pois a humanidade se compõe de famílias, e quanto mais sólidas e estáveis sejam, maior será a ordem e o bem estar da sociedade e dos indivíduos.

4. Efeitos do sacramento do matrimônio

O sacramento do matrimônio aumenta a graça santificante naqueles que o recebem. É necessário recebê-lo, pois, em estado de graça; senão, comete-se um sacrilégio, ainda que o matrimônio seja válido. Também comunica os auxílios especiais que os esposos necessitam para santificar-se dentro do matrimônio, para educar seus filhos e cumprir os deveres que contraem ao casar-se. Estes deveres são para com eles mesmos: amar-se e respeitar-se, guardar a fidelidade e ajudar-se mutuamente; em relação aos filhos: alimentá-los, vesti-los, educá-los religiosa, moral e intelectualmente e assegurar seu futuro. Os ministros do sacramento sãos os mesmos contraentes; contudo, deve ser celebrado ante testemunhas, perante o pároco ou um seu delegado. Senão, o casamento é inválido.

5. O matrimônio, caminho de santidade

O sacramento do matrimônio concede aos esposos as graças necessárias para que se santifiquem e santifiquem os outros. É dever de toda a família e também dos filhos, facilitar este clima humano e cristão, através do qual se consegue que os lares sejam luminosos e alegres, sacrificando-se para se obter as virtudes humanas e sobrenaturais de uma família que começou santificada com um sacramento.

6. Propósitos de Vida Cristã

- Esforçar-se por tornar agradável a vida das pessoas da própria família.
- Estimar muito este sacramento e ajudar a que os demais o entendam e também agradeçam a Deus.

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