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sábado, 31 de agosto de 2013

10 coisas para nunca dizer ao cônjuge na hora da briga

 

Nas tentativas de melhorar a comunicação com o cônjuge, as brigas acontecem. E com ela os arrependimentos e desejos de voltar ao tempo e começar de novo. Se o humor não ajudar a evitar um argumento, os desentendimentos escalam.
Não existe um manual sobre “como brigar corretamente” e também não existe uma relação perfeita onde não haja algum tipo de desentendimento, mas há algumas coisas que não devemos dizer no meio de uma briga. Veja uma lista de 10 delas.


1. Eu quero o divórcio. Na hora que os dois estão de cabeça quente, é mais fácil dizer coisas que não têm a intenção de dizer, mas pedir o divórcio é algo que, mesmo se desculpando depois, é difícil de apagar. Isso traz insegurança ao outro.
2. Eu não estou nervoso(a). Então por que trata o outro com rispidez, bate a porta, fecha a cara, despreza e faz de conta que ele não existe? Negar suas emoções não ajuda em nada. Nós queremos ser aceitos e negar nossas reações com quem amamos não adianta. É melhor tentar se controlar e conversar sobre o que o chateia.
3. Você é exatamente como seu/sua pai/mãe. As chances de você estar dizendo isso não são focadas nas qualidades do pai ou mãe de seu cônjuge, mas nos defeitos. Além de você não estar vendo seu cônjuge por quem ele realmente é, esse tipo de afirmação o fará ficar automaticamente na defensiva. Afinal, o que você gostaria que seu filho fizesse se acontecer com ele um dia?
4. Você é (adjetivo depreciativo). Seja lá o que for, chamar a pessoa de nomes só aumentam as vulnerabilidades negativamente, seja comparando-a com alguém que você conheceu ou reduzindo-a a tão pouco.
5. Veja, as crianças estão chorando. Antes de mais nada, NUNCA brigue em frente às crianças. E jamais use-as para ganhar vantagem numa briga.
6. Você está SEMPRE atrasado(a), NUNCA faz nada certo, etc. Tire os advérbios SEMPRE e NUNCA quando evidenciar conotação negativa. Isso demonstra total falta de confiança ou mesmo esperança que a pessoa sequer tenha a vontade de melhorar. Não generalize.
7. Isso é tudo sua culpa. Muito raramente o que acontece de errado em sua relação será somente culpa de um só. Assuma suas falhas e responsabilidades.
8. Você não gosta de mim. O drama já é o bastante. Não diga ao outro o que ele sente. Foque no que você sente, e se o ama, precisa respeitar os sentimentos dele. Fazer-se de vítima tirando a importância do problema e desviando o assunto não resolve.
9. Por que você não age como o(a) esposo(a) de fulana(o)? Não compare seu cônjuge a outro homem ou mulher que conhecem. Você já conhecia suas qualidades e defeitos quando se casou. E todo mundo parece perfeito e desejável visto de um ângulo externo. As aparências enganam. Mantenha o problema em casa.
10. Minha mãe me alertou que você faria isso. Trazer outra pessoa para dentro de uma discussão já é complicado o suficiente, ainda mais se for sua mãe. Se você é tão devoto(a) à sua mãe e ela lhe alertou sobre o futuro cônjuge, então por que se casou? Não jogue seu cônjuge contra sua família, declarando que eles não gostam dele ou acharam isso ou aquilo dele. Se seu cônjuge já tinha um sentimento ruim quanto à sogra antes, por exemplo, isso só vai ajudar a piorar.
Agora, se você já disse algo do tipo e não sabe o que fazer, pare agora. Desculpe-se e faça metas de não repetir essas coisas, nem numa briga, nem em nenhuma outra situação, pois nada disso vai ajudar você a salvar seu casamento ou fortalecer sua família, muito pelo contrário. Pratique as boas técnicas de comunicação. Seu casamento é sua relação mais importante para manter a unidade familiar.

Fonte:  http://familia.com.br/10-coisas-que-voce-nunca-deve-dizer-ao-conjuge-durante-uma-briga#sthash.48LSsnrW.dpuf

sábado, 1 de junho de 2013

A luta no casal contra as próprias paixões

Por Pe. Daniel Guindón, LC

O pecado original e a sua influência na vivência da sexualidade do casal

Analisando o comportamento de Adão e Eva após ter cometido o pecado original, chama à atenção a mudança de comportamento em relação a sua identidade sexual.

Antes do pecado, a nudez era vista como um dado positivo. Gn 2,25 diz assim: “Ora, todos os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam.” Agora eles não aceitam mais permanecer na nudez originária. Por que? Porque a concupiscência alterou a sua natureza (quer dizer funcionamento). Agora eles veem outra coisa; eles veem mal pelo mau que eles têm dentro. O corpo não revela mais doação, significado de comunhão, de pessoa, de dignidade, mas objeto, objeto de desejo. Suscita a paixão erótica cega, e não mais a paixão erótica de doação, de comunhão, de complementação. A mulher é vista como objeto para fazer sexo, não como pessoa que se doa.

Hoje em dia, a sede de sexo é muito forte. A sexualidade é apresentada como uma qualidade imprescindível do homem e da mulher. Fala-se de poder sexual, ou seja, de capacidade de atrair o sexo oposto (ou até alguém do mesmo sexo) para um encontro sexual. Na verdade, esta tendência sexual é algo inato no homem e na mulher; é algo que o Criador colocou dentro da natureza humana como essencial. A atração dos sexos é necessária em todas as espécies animais para assegurar a sua conservação no mundo.

Porém, há um grande diferencial no comportamento humano. O ser humano tem a capacidade de olhar além da corporeidade do sexo oposto. Ele tem a capacidade de reconhecer a presença de uma alma dentro deste corpo, e de se apaixonar não por um corpo, mas pelo coração de uma pessoa[1]. Assim, em quanto o corpo vai se modificando pela idade, o amor permanece intacto porque é para a alma do cônjuge que é espiritual, quer dizer que permanece a mesma.

O estrago que o pecado original efetuou no relacionamento homem e mulher está justamente na redução do amor ao corpo do próximo. A atração mútua deixa de ser humana para se limitar a uma atração própria dos animais. Neste contexto é que se justifica a possibilidade de ter diversos parceiros sexuais. O que seduz é sempre a beleza das características do sexo oposto (podem ser os olhos, os lábios, o quadril, etc), mas este corpo não é mais visto como corpo de uma pessoa com uma alma. Não existe mais entre o instinto e a reação ao instinto o tempo racional próprio do ser humano. Ou este tempo racional é reservado para definir os modos para seduzir o objeto querido. O tempo racional entre estes dois momentos deveria ser para reconhecer a presença de uma pessoa magnífica, dotada de uma personalidade, de um grande coração e de uma beleza supina. E a esta pessoa oferecer o próprio amor como doação de si mesmo. Ao contrário, suprimindo este tempo racional pela concupiscência, a mente do sujeito está interessada somente em satisfazer um instinto animal.

Em segundo lugar, talvez mais dramático, é a alteração por causa do pecado na visão da própria nudez. O homem (a mulher) não sabe mais se ver nu. Não entende mais o significado. Chega a ser para si mesmo um objeto de concupiscência. Vê o próprio corpo não como manifestação da sua pessoa, como elemento de doação, mas como elemento puramente físico-sexual, já não sacramental. A sua preocupação é a própria felicidade, o seu bem-estar, tanto a nível existencial quanto na vivência da sua sexualidade. E por isso abundam a cada dia mais matérias de divulgação que são na verdade pornográficos. Trata-se de alimentar a sede do homem, o seu instinto egoísta, a sua personalidade egocêntrica.

É importante conhecermos estes elementos, porque é corrigindo-os e lutando contra as desordens da concupiscência que nós poderemos recuperar a harmonia nas nossas relações afetivas, e conseguir de verdade um amor “hollywoodiano”. Precisamos lutar contra nós mesmos, convencidos que estas tendências não são boas quando cegas. Corrigindo Rousseau, o homem não é um bom selvagem. Ele tem a carga do pecado original que a graça de Deus lhe ajuda a superar.

O homem e a mulher precisam recuperar a visão original do próprio corpo na sua dimensão sacramental. Reconhecer a beleza do seu parceiro como elemento motivacional para construir uma vida juntos, e reconhecer as forças inatas da própria sexualidade como impulso para viver o amor e a doação de si mesmo. Trabalhar sempre para superar os desvios e os impulsos irracionais, dando o tempo intermédio entre impulso e reação, que é o tempo do juízo moral, para avaliar a bondade/ maldade dos próprios desejos, e orientá-los com comportamentos adequados para edificar uma personalidade madura e rica em relações interpessoais.


[1] Cfr. Artigo sobre a sacramentalidade do corpo

domingo, 6 de janeiro de 2013

Preparação para o Matrimônio - III

Preparar para este sacramento exige dos pais uma força espiritual e humana incomum. Mas quem disse que ser esposo e esposa cristãos seria fácil?

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Na longa jornada de preparação para o matrimônio, dois importantes pontos precisam ser recordados: primeiramente, o matrimônio é uma vocação, um chamado de Deus para o seu serviço generoso na família; depois, que o matrimônio é um sacramento do serviço. De certa forma, se há uma crise castigando os matrimônios em geral, uma das causas desta crise é a falta de generosidadeque assola as famílias. Para os cristãos, porém, a falência das famílias é um problema ainda mais grave, pois denota falta de amor. Certamente, um dos grandes sintomas desta crise surge do desconhecimento ou da rebeldia dos casais acerca de um dos deveres gerais da família: o serviço à vida.

Na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de 1981, o Papa João Paulo II indica quatro deveres gerais da família: 1. formar uma comunidade de pessoas; 2. servir à vida; 3. participar no desenvolvimento da sociedade e; 4. participar na vida e missão da Igreja. Dentre esses deveres gerais, o serviço à causa da vida é o que geralmente mais causa embaraço e dificuldades para os casais, cristãos ou não. O que significa, na prática, servir à vida no matrimônio? Este é o tema desta etapa da Preparação para o Matrimônio.

O que significa “servir à vida”?

A compreensão teórica do assunto é fundamental para que os casais que se dão em matrimônio saibam exatamente como pôr em execução esta característica básica da vida matrimonial. Servir à vida no matrimônio passa necessariamente por dois elementos fundamentais: servir à vida colaborando na geração dos filhos e; servir à vida na educação dos filhos. Transmitir e educar são dois elementos fundamentais do dever geral das famílias de servir à vida.

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a) Dos §§ 28 a 35 da Familiaris Consortio, o Papa João Paulo II discorre sobre um aspecto específico do serviço à vida na família, que é a transmissão da vida humana. O Pontífice resgata o mandamento de Deus para o matrimônio:“crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gn 1,28). Uma das funções básicas do matrimônio é a prole, que também é um dos fins do apetite sexual (sobre o assunto, leia mais aqui e aqui). Assim, a família humana cumpre seu papel quando transmite a vida para seus filhos, provas concretas de generosidade consigo mesma, com a sociedade e com Deus. Mais: o dom da vida é consignado às famílias por Deus, que deseja fazer dos homens consortes deste grande mistério de amor, que é a geração de seres humanos. Ao aceitarem a tarefa de colaboradores na geração do gênero humano, homem e mulher tornam-se co-criadores, com Deus Criador, da espécie humana: “assim a tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem” (Familiaris Consortio, 28).

Ora, ser colaborador da transmissão da vida humana, de homem a homem, torna a prática do aborto e os meios artificiais de contracepção objetos de repulsa por parte dos que entendem a beleza da vida humana. Aos abortistas, à Misericórdia de Deus quando couber; a justiça dos homens, sempre; ao aborto, porém, toda força e rejeição capazes de serem encontrados pelos cristãos e homens de boa vontade. Os que se preparam para o sacramento do matrimônio precisam saber destas disposições naturais e sacramentais antes de se darem como dom de amor mutuamente.

Do mesmo modo, aos casais que pretendem dar-se em matrimônio, mas principalmente aos cristãos – de todas as confissões – é imprescindível negar qualquer meio artificial de método contraceptivo. Não é lícito moralmente tornar um ato sexual naturalmente fecundo em infecundo, sem razões graves. Negar a vida nascente é o suprassumo da falta de amor, é o contrário de ser generoso. Ora, se o matrimônio é o lugar da generosidade, nele não pode haver lugar para a rejeição aberta e franca à vida, a não ser que haja razões graves para tal. Aos que estão na situação de rejeição a prole, mas sem razões graves, urge implorar de Deus a graça de mudar seus estados de espírito, para serem mais receptivos à vida que Deus quer dar por meio dos casais. O matrimônio dessas pessoas será mais feliz e fecundo do que jamais imaginariam, pois será mais generoso. E o Deus de Bondade, que não se deixa vencer em generosidade, os recompensará ainda nessa vida… com perseguições.

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Além disso, a questão do dever de gerar vida esbarra imediatamente nas doutrinas alarmistas sobre superpopulação, farsa que está voltando à moda. O Beato João Paulo II lembra que à família, e só à família, cabe o dever de refletir sobre os filhos que desejam ter, sempre abertos ao incremento providencial e livre do Deus de Amor, que sabe da felicidade do homem mais que o próprio homem. Em 1981 já havia a “ameaça” doBoom Demográfico, mas como ficou provado, esse é mais um modo de as nações ricas manterem seu domínio sobre as nações em desenvolvimento. OBeato João Paulo II advertia que o medo da expansão demográfica surgiu graças a “certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia [que] exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida” (FC, 30).

Outro modo de servir à vida no matrimônio é educando os filhos.

b) Dos §§ 36 a 40 da Familiaris Consortio, o Papa João Paulo II trata do dever das famílias de auxiliarem no crescimento e desenvolvimento da prole que Deus lhes enviar.É direito dos pais definir a educação que desejam para seus filhos, sem que qualquer instituição ou indivíduo se intrometa na formação que os pais tem que dar a seus filhos. De outro lado, a dignidade da pessoa humana exige dos pais que se esmerem por favorecer o crescimento integral de seus filhos, favorecendo a vida de piedade, o crescimento nas virtudes, a vida social e todos os elementos que compõem uma saudável vida humana.

Educar para as virtudes é, no campo humano, um dos mais importantes deveres dos pais. Além disso, criar um ambiente de piedade e religiosidade é, no campo espiritual, a melhor herança que os pais podem deixar aos filhos. É no lar que se aprende a rezar, a ser caridoso, a morrer um pouco para dar vida a outros, é na família que a verdadeira piedade pode nascer e se desenvolver com mais facilidade. Em uma família assim, as vocações são mais meditadas, a generosidade a Deus, que é a raiz de toda vida feliz, torna-se mais fácil de ser reconhecida – ainda que continue sendo difícil de ser cumprida. Educar os filhos, portanto, é tão importante quanto recebê-los de Deus. Por isso, o Papa João Paulo II fala da responsabilidade na geração de filhos, o que não é apologia a famílias pequenas, mas um elogio à virtude da prudência e da justiça.

Finalmente, no § 41 da Familiaris Consortio, o Papa João Paulo II fala às famílias que não têm filhos. Ele insiste, de maneira evangélica, que todos os homens somos filhos de Deus e que, por isso, os que sofrem de alguma debilidade que impossibilite ter filhos precisam ver, em outros filhos de outras famílias, filhos seus. É belíssimo o que diz o Papa:

As famílias cristãs, que na fé reconhecem todos os homens como filhos do Pai comum dos céus, irão generosamente ao encontro dos filhos das outras famílias, sustentando-os e amando-os não como estranhos, mas como membros da única família dos filhos de Deus. Os pais cristãos terão assim oportunidade de alargar o seu amor para além dos vínculos da carne e do sangue, alimentando os laços que têm o seu fundamento no espírito e que se desenvolvem no serviço concreto aos filhos de outras famílias, muitas vezes necessitadas até das coisas mais elementares.

As famílias cristãs saberão viver uma maior disponibilidade em favor da adoção e do acolhimento de órfãos ou abandonados: enquanto estas crianças, encontrando o calor afetivo de uma família, podem fazer uma experiência da carinhosa e próvida paternidade de Deus, testemunhada pelos pais cristãos, e assim crescer com serenidade e confiança na vida, a família inteira enriquecer-se-á dos valores espirituais de uma mais ampla fraternidade.

A fecundidade das famílias deve conhecer uma sua incessante «criatividade», fruto maravilhoso do Espírito de Deus, que abre os olhos do coração à descoberta de novas necessidades e sofrimentos da nossa sociedade, e que infunde coragem para as assumir e dar-lhes resposta. Apresenta-se às famílias, neste quadro, um vastíssimo campo de ação: com efeito, ainda mais preocupante que o abandono das crianças é hoje o fenômeno da marginalização social e cultural, que duramente fere anciãos, doentes, deficientes, toxicômanos, ex-presos, etc.

Desta maneira dilata-se enormemente o horizonte da paternidade e da maternidade das famílias cristãs: o seu amor espiritualmente fecundo é desafiado por estas e tantas outras urgências do nosso tempo. Com as famílias e por meio delas, o Senhor continua a ter «compaixão» das multidões (FC, 41).

Preparar-se para o matrimônio é, de um lado, abrir-se à Vontade de Deus sobre os filhos; de outro, desalojar-se de seus próprios benefícios em favor de uma educação completa e integral dos filhos. Obviamente, preparar para este sacramento exige dos pais uma força espiritual e humana incomum. Mas quem disse que ser esposo e esposa cristãos seria fácil?

 

Fonte: Humanitatis.net